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Oito em cada 10 postos de trabalho fechados em 2017 estavam no RJ

Dados são do Ministério do Trabalho sobre o primeiro trimestre de 2017.
Números sobre o mercado no Rio de Janeiro impressionam.
Fonte: G1 –  Atualizado em 05/05/2017 15h26

Oito em cada 10 postos de trabalho fechados em 2017 estavam no RJ
Os últimos dados do Ministério do Trabalho sobre o primeiro trimestre deste ano revelam um detalhe impressionante: de cada 100 vagas fechadas no mercado de trabalho brasileiro, 80 delas eram do Rio de Janeiro.
Duas amigas contam que enfrentam juntas o mesmo problema. Perderam o emprego há pouco tempo e não encontram novas oportunidades.
Só no primeiro trimestre deste ano quase 64 mil postos de trabalho foram fechados no país. Destes, 52 mil foram fechados no estado do Rio de Janeiro, o que significa que 80% do total de vagas perdidas no país estavam no Rio, ou seja, de cada 100 postos de trabalho, 80 eram no Rio.
Os setores que mais perderam vagas são praticamente todos da economia: comércio, serviços, indústria e construção civil. O comércio lidera o ranking e proporcionalmente foi petróleo e gás que mais sofreram.
O número de demitidos foi praticamente três vezes maior do que o de admitidos nesse setor importantíssimo para a economia do estado.
Os dados mostram como o mercado de trabalho está difícil no Rio. Isso é mais triste se a gente pensar que não faz muito tempo, a economia do estado só tinha números animadores. Há seis anos, o número de novos postos de trabalho com carteira assinada era de quase 270 mil.
Somente uma empresa do setor de petróleo e gás contratou no ano passado 3 mil pessoas e a previsão para este ano é de mais 2 mil contratações, mas um gráfico mostra que a inversão desse quadro com mais vagas fechadas do que abertas começou há dois anos.
“Veio a crise de 2015/2016, os royalties do petróleo despencaram e aí começa o ciclo vicioso pesado de não conseguir pagar funcionários, a violência aumentando e a economia entrando também em grave decadência. O estado do Rio de Janeiro sem a participação do Governo Federal, inevitavelmente, vai entrar em um colapso completo, então é claro que a gente tem que discutir como reestruturar este estado para a frente”, explica o economista Mauro Osório.